Politica para a Investigação e Desenvolvimento (I&D)
 

Política para Investigação e Desenvolvimento (I&D)

1. Áreas de Investigação Científica

 

A Instituição de investigação que o ISPTEC pretende ser envolve uma aposta prioritária na geração de conhecimento científico como factor principal de afirmação da sua relevância nacional e internacional. A produção e conhecimento científico novo sustentará a diferenciação da oferta educativa e deverá estruturar a interacção com a sociedade. Um desígnio desta natureza pressupõe a existência de estruturas de investigação robustas e de condições para a geração e desenvolvimento de projectos multidisciplinares, permitindo também a partilha de recursos. Neste cenário, o ISPTEC estipulou sete principais áreas de investigação que se sustentam em projectos de I&D associados a diferentes linhas de investigação. A saber:

 

I. Energia

a) Fontes de energia fóssil

b) Fontes de energia da biomassa

c) Produção, distribuição e uso de energia eléctrica

d) Energia solar, eólica e hidráulica

 

II. Desenvolvimento Socioeconómico

a) Economia Angolana Contemporânea

b) Economia de Mercado

 

III. Ambiente e Sustentabilidade

a) Política e Gestão Sócio-Ambiental

b) Engenharia e Sustentabilidade

 

IV. Geociências

a) Bacias geográficas

b) Exploração nas camadas de pré-sal e pós-sal

c) Revitalização de campos maduros

d) Prospecção, lavra e tratamento de minério

 

V. Biotecnologia

a) Plantas Medicinais;

b) Segurança Alimentar

VI. Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC)

a) Administração de bancos de dados e de redes

b) Processamento de dados e programação

c) Qualidade de software

 

VII. Gestão Universitária

a) Gestão de Instituições de Ensino Superior com foco nas estratégias de competitividade

b) Estratégias de ensino-aprendizagem no Ensino Superior

c) Gestão integrada do Capital Humano nas IES


As diferentes áreas de investigação científica do ISPTEC destinam-se a contribuir para a promoção do conhecimento e para a melhoria dos níveis de produtividade e de competitividade, em todos os sectores da economia angolana, através da utilização intensiva da ciência e da tecnologia. Esse contributo, para além de visar optimizar/melhorar os processos produtivos, deverá ainda responder às crescentes exigências da sociedade que se consubstanciam na procura de soluções que concorram efectivamente para satisfazer as suas necessidades em matéria de promoção do seu bem-estar, tendo porém sempre presente as preocupações de natureza ambiental.

Importa realçar que cada área de investigação vincula-se a um grupo de docentes/investigadores que desenvolvem as suas actividades em projectos de I&D associados às diferentes linhas de investigação. As áreas de investigação actualmente consignadas no ISPTEC enquadram-se nas orientações estabelecidas pela Política Nacional, onde, no que concerne às fases de implementação, estas serão estabelecidas de acordo com os projectos que venham a ser propostos para cada uma das áreas. Deste modo, será espectável que as áreas que actualmente já contemplem grupos bem estruturados de docentes/investigadores, possam iniciar mais cedo as suas actividades, enquanto que para aquelas cujo grupo de trabalho ainda se encontre em fase de construção/estruturação, será previsível uma implementação mais tardia.

 

2. Projectos de Investigação

 

Para se assegurar o desenvolvimento efectivo do trabalho em I&D é essencial propiciar uma cultura de disseminação, colaboração e trabalho em equipa. Este aspecto constitui um dos valores que o ISPTEC define no seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Neste contexto destacam-se algumas acções consideradas relevantes:

 

2.1. Considerações organizacionais

A produção científica deve sustentar-se em projectos de investigação coerentes, com objectivos claros, estratégias e métodos de trabalho bem como de monitorização temporal, adequadamente definidos. A participação, num Projecto de Investigação, de docentes/investigadores, discentes, ou outros, pertencentes ao ISPTEC ou a entidades externas, nacionais ou estrangeiras, é determinada por interesses de investigação comuns ou complementares por via de editais.

 

2.2. Parcerias/Redes de Investigação

Deve ser incentivada a colaboração científica não só entre investigadores internos do ISPTEC, mas também entre estes e investigadores de instituições externas, nacionais ou estrangeiras. Por esta via, será estimulada a criação de redes de investigação que deverão contribuir para o incremento e qualidade da produção científica.

 

2.3. Publicações Científicas

A principal ferramenta de reconhecimento e impacto do trabalho científico a nível internacional refere-se às publicações em revistas científicas periódicas com revisão por pares (peer review). Neste contexto, é impreterível que se tenha em consideração os instrumentos de quantificação da qualidade das publicações e que se referem ao factor de impacto da revista onde a publicação é realizada, assim como o número de citações externas que estão directamente relacionadas com o denominado índice H. A fim de incentivar e divulgar o trabalho científico a realizar ou realizado pelos docentes/investigadores do ISPTEC serão contempladas as seguintes principais acções:

 

1) Criação da base de dados

Trata-se de uma base de dados geral que alocará as publicações dos docentes/investigadores com filiação ao ISPTEC e que devem ser previamente sujeitas a aprovação pelo Conselho Científico. Estas publicações podem incluir, entre outros aspectos, todos os trabalhos realizados, nomeadamente a investigação científica fundamental e aplicada, programas de desenvolvimento e extensão, relatórios de estágios, teses, dissertações e trabalhos desenvolvidos pelos discentes, entre outros.

 

2) Apoio às publicações

O apoio à publicação dos trabalhos realizados atentará à seguinte prioridade:

- Publicações em revistas com peer review e indexadas no ISI Web of Knowledge, SCImago Journal & Country Rank ou outras bases de dados reconhecidas pelo Conselho Científico


- Publicação de livros e sebentas por investigadores e docentes do ISPTEC. Esta publicação requer a aprovação do Conselho Científico, que deve salvaguardar as situações de plágio e outros ilícitos


- Publicações em actas de congressos científicos


- Publicações de natureza técnico-científica efectuadas por investigadores e docentes do ISPTEC sem arbitragem nacional ou internacional

2.4. Participação em eventos científicos

Os investigadores alocados às diferentes áreas de investigação deverão elaborar um plano anual referente aos eventos científicos do seu interesse e submetê-lo à apreciação do Conselho Científico do ISPTEC, que tem por incumbência avaliar a relevância do plano e emitir o seu parecer. Neste domínio, o Conselho Científico deve ter em conta o impacto dos eventos científicos, sendo contudo atribuída prioridade aos eventos científicos nacionais ou internacionais de reconhecida relevância.

No entanto, apresenta-se em seguida a ordem de prioridades que deve ser observada no âmbito da avaliação do plano anual que visa a participação em eventos científicos na qualidade de:

- Membro de comissões e comités científicos de congressos internacionais

- Orador convidado, em eventos científicos internacionais

- Moderador de painel (Chair man) de eventos científicos internacionais

- Orador convidado, em eventos científicos nacionais

- Autor de trabalho científico aceite pelo comité científico do evento na forma de Poster/Painel

 

 

Política para a Investigação e Desenvolvimento

 

 

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