Extensão
 

POLÍTICA DE EXTENSÃO

1. APRESENTAÇÃO:

O ISPTEC concebe a actividade de extensão universitária como uma forma de reunir e administrar os esforços, recursos e acções para tornar o conhecimento acessível à sociedade. Neste sentido, compromete-se com a construção de projectos de integração com a comunidade, contribuindo para o desenvolvimento integral da região e do país e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida das pessoas. Em concordância com estes preceitos, a Política de Extensão é orientada pelas seguintes directrizes:

a) prática académica dialógica entre a Instituição de Ensino e a sociedade, sustentada na relação com o ensino e a pesquisa;

b) produção e disseminação de conhecimentos advindos da comunidade académica;

c) instrumento para problematizar e buscar respostas às questões sociais, na perspectiva de qualificar a vida da população, em especial local e regional;

d) acção interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, que contribui para o processo de inclusão social e efectivação dos direitos humanos;

e) instrumento de formação de profissionais tecnicamente competentes e eticamente comprometidos com uma sociedade mais justa e fraterna;

f) extensão como uma acção que deve ser desenvolvida de modo a tornar as comunidades autónomas, evitando-se dependência ou assistencialismo;

g) referencial na formação científica e cidadã do estudante.

A política de extensão do ISPTEC é efectivada por meio das seguintes modalidades: programas, projectos, cursos, eventos e prestação de serviços.

2. OBJECTIVOS:

– Exercitar o papel transformador da Extensão na relação do ISPTEC com todos os sectores da sociedade no sentido da mudança social;

– Garantir a dimensão académica da Extensão Universitária, quanto ao seu impacto na formação do estudante, superando a tradição de desenvolvimento de acções isoladas, particularmente na área de prestação de serviços;

– Fortalecer a relação autónoma e crítico-propositiva da Extensão por meio de programas estruturantes, capazes de promover o impacto social;

– Actualizar as áreas temáticas da Extensão Universitária de forma a aumentar o seu grau de consonância com os desafios contemporâneos e as demandas inter e transdisciplinares;

– Estabelecer bases sólidas de financiamento da Extensão Universitária;

– Priorizar o desenvolvimento da Extensão Universitária enquanto produção de conhecimentos sistematizados, voltados para a emancipação dos actores nela envolvidos e da sociedade como um todo;

– Assegurar o uso de tecnologias educacionais inovadoras e efectivas nas acções de Extensão Universitária, de forma a garantir o seu fortalecimento;

– Estimular o protagonismo estudantil no processo de mudança da educação superior.

3. ÁREAS E LINHAS TEMÁTICAS:

• Meio Ambiente e Sustentabilidade: preservação e sustentabilidade do meio ambiente; meio ambiente e desenvolvimento sustentável; desenvolvimento regional sustentável; aspectos do meio ambiente e sustentabilidade do desenvolvimento urbano e rural; educação ambiental; gestão de recursos naturais e sistemas integrados para bacias regionais. A linha temática desenvolvida nesta área é Educação Ambiental;

• Tecnologia e Produção: transferência de tecnologias apropriadas; empreendedorismo; empresas juniores; inovação tecnológica; polos tecnológicos; direitos de propriedade intelectual e patentes. As linhas temáticas desenvolvidas nesta área são Desenvolvimento Tecnológico e Empreendedorismo;

• Educação: educação básica; educação e cidadania; educação e ensino de línguas; educação à distância; educação contínua; educação de jovens e adultos; incentivo à leitura. A linha temática desenvolvida nesta área é Línguas Estrangeiras e Desenvolvimento Humano.

4. ACTIVIDADES DE EXTENSÃO NO ISPTEC:

Até ao final deste ano lectivo, será lançado o primeiro edital do Programa Institucional de Iniciação à Extensão (PIEX). No que tange a projectos em fase de final de desenvolvimento, encontram-se a Empresa Júnior e o Centro de Estudos Socioeconómicos. Foram eleitos como projectos a serem implementados a curto prazo o Centro de Prestação de Serviços (CPS) e a médio prazo o Centro de Incubação de Empresas (INCUBE).

PROGRAMA PROACÇÃO

1. APRESENTAÇÃO:

O programa ProAcção é um projecto de extensão universitária de iniciativa social e visa estimular o desenvolvimento social e o espírito crítico dos estudantes, bem como a actuação profissional, pautada pela cidadania e educação superior, a partir da realização de actividades técnico-profissionais específicas, enquanto estudantes do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC).

A participação no Programa ProAcção preceitua a dedicação de 20 (vinte) horas semanais do estudante, no período contrário ao das aulas, a actividades específicas da área em que está inserido. O horário de actividades do estudante beneficiário do Programa ProAcção não poderá, em hipótese alguma, prejudicar as suas obrigações académicas.

O estudante vinculado ao Programa ProAcção pela atribuição de uma vaga beneficia de uma Bolsa de Estudo Interna, que contempla os custos relacionado com a propina, e também de um subsídio.

2. OBJECTIVOS:

a) Proporcionar aos estudantes o primeiro contacto com o mundo do trabalho, como oportunidade de capacitação para o desenvolvimento de atitudes e habilidades fundamentais ao exercício profissional, em qualquer área de actuação futura;

b) Desenvolver nos jovens perspectivas de vida, focadas nos valores do trabalho e dedicação;

c) Incutir no estudante a importância de actividades profissionais, no percurso da formação académica;

d) Institucionalizar a prática de actividades que incentivem a formação cívica e o exercício da cidadania;

e) Construir habilidades técnico-profissionais.

3. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS:

Na primeira convocatória do programa, definida no Edital No 7/2013, em vigor durante o ano lectivo 2013, compareceram 46 candidatos dos quais foram seleccionados, a partir de entrevistas individuais e análise do curriculum vitae, 27 estudantes.

A coordenação do programa oferece periodicamente formação para os estudantes vinculados em temas e áreas que enriquecem o seu desempenho pessoal. São também realizadas reuniões de acompanhamento e encontros com os responsáveis das áreas para identificar acções de melhoria dos integrantes e do programa em geral.

Os estudantes vinculados ao programa estão inseridos nas seguintes áreas:

• Biblioteca;

• Centro de Ensino de Línguas;

• Comunicação e Imagem;

• Departamento de Aprovisionamento e Apoio;

• Departamento de Tecnologias de Informação;

• Laboratório de Informática;

• Reprografia;

• Recursos Humano.

O programa prevê uma convocatória anual a ser lançada no fim de cada ano lectivo para balancear o trabalho desenvolvido no âmbito deste programa; proporcionar a partilha de experiências entre os participantes no intuito de analisar os aspectos positivos e os que podem ser submetidos a melhoria e auferir o cumprimento dos objectivos pré-estabelecidos.

CENTRO DE GESTÃO DE ESTÁGIOS E ARTICULAÇÃO COM AS ORGANIZAÇÕES

1. APRESENTAÇÃO:

O Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) instituiu o Centro de Gestão de Estágios e Articulação com as Organizações como espaço de ligação entre o Instituto e as empresas interessadas em recepcionar alunos regularmente matriculados nos cursos de licenciatura ministrados na instituição.

O Centro de Gestão de Estágios e Articulação com as Organizações do ISPTEC tem a responsabilidade de supervisionar os estagiários com a incumbência de orientar e acompanhar o seu desenvolvimento e realizar procedimentos de adaptação das condições da sua execução. Compete ao Centro a identificação de possíveis parceiros empresariais, o acompanhamento e a supervisão das visitas técnicas guiadas às Instituições e Empresas em sintonia com as Coordenações de Cursos.

O Programa de Estágio não Obrigatório e de Visitas Técnicas Guiadas é um instrumento de integração, treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico-científico e de relacionamento humano, que visa configurar-se para o estudante como um complemento do ensino e da aprendizagem proporcionando-lhe experiência no mundo do trabalho.

As actividades relacionadas com o estágio não obrigatório serão realizadas, preferencialmente, durante o recesso escolar e deve constituir-se numa estratégia de integração dos estudantes do ISPTEC no campo de formação profissional. As visitas técnicas guiadas realizar-se-ão durante o período lectivo em correspondência com os objectivos do ano académico em curso e com os conteúdos curriculares do curso.

2. OBJECTIVOS:

A gestão de estágios e a articulação com as organizações permitirão ao estudante pôr em prática os conhecimentos académicos, para uma melhor capacitação técnico-profissional, orientados pelos seguintes objectivos:

• Interagir criativamente face aos diferentes contextos técnicos e produtivos;

• Propiciar ao estudante uma visão real do mundo do trabalho;

• Exercitar as habilidades de análise, observação e crítica;

• Interagir com os diferentes profissionais da área, com vista a ampliar e aprofundar o conhecimento profissional.

3. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS:

Desde a data em que entrou em funcionamento, o Centro de Gestão de Estágios e Articulação com as Organizações do ISPTEC tem organizado e desenvolvido três estágios não obrigatórios na empresa Siemens para estudantes dos cursos de Economia e Eléctrica. Foram também articuladas três visitas técnicas guiadas para os alunos dos cursos de Engenharias nas empresas: Total, com a participação de quinze estudantes; Shulumberger, com vinte, e Refinaria de Luanda, onde participaram quinze.

O Centro, em coordenação com a área de Relações Institucionais do ISPTEC, tem realizado também visitas às Instituições de Ensino Médio Politécnico do país, totalizando já vinte e quatro (24), com o objectivo de dar a conhecer a instituição e avaliar as possibilidades de estabelecimento de parcerias. Dentre as instituições visitadas destacam-se:

– Instituto Médio Politécnico e o Instituto Nacional de Petróleos (INP), no SUMBE;

– Instituto Médio Politécnico de Cabinda e o Instituto Médio Politécnico do Chiaze, em Cabinda;

– Instituto Médio Politécnico do Huambo;

– Instituto Médio Politécnico da Humpata e a Escola das Madres, no Lubango/Huila;

– Instituto Médio Politécnico do Caxito e ESCOLA EIFFEL, em Caxito /Bengo;

– Instituto Médio Politécnico Pascoal Luvualu, no Namibe;

– Instituto Médio Politécnico de Benguela e Instituto Médio Politécnico de Lobito, em Benguela;

– Escola Eiffel de Onjiva/Cunene.

Na província de Luanda:

– IMIL;

– Alda Lara;

– PUNIV Ingombotas;

– Instituto Politécnico do Sambizanga;

– Instituto Politécnico de Kilamba Kiaxi;

CENTRO DE ENSINO DE LÍNGUAS (CEL)

1. APRESENTAÇÃO:

O Centro de Ensino Línguas (CEL) do ISPTEC tem como missão a formação, com a competência linguística para comunicação no país e no exterior, para fins profissionais ou turísticos e possibilitar o conhecimento de outras línguas como forma de contribuir para o bem-estar social e económico de qualquer sociedade.

O Centro de Ensino Línguas tem como público-alvo primário os estudantes, docentes e funcionários técnico-administrativos do ISPTEC. O público secundário abarca a comunidade externado instituto, quando da existência de vagas.

O Centro de Estudo de Línguas consta com uma secção de apoio didáctico para os professores e estudantes. Estará estruturado com equipamentos de apoio tais como leitores de CDs, fotocopiadoras, computadores e um laboratório de línguas. Somente pessoas inscritas no Centro de Ensino de Línguas poderão ter acesso e utilizar os equipamentos e o material didáctico disponível.

2. OBJECTIVO:

O ISPTEC cria o Centro de Línguas tendo como objectivo a formação linguística da comunidade académica deste instituto. A construção de habilidades em línguas fortalece a investigação científica pois é sabido que a maior parte da literatura científica dos cursos de Engenharia e de outras áreas de conhecimento estão escritas em línguas estrangeiras. Este aspecto foi o motivador para a proposição deste espaço dedicado a aprendizagem e ensino de línguas.

Este centro constitui um espaço propício para a aprendizagem de línguas estrangeiras inicialmente com o Inglês e, de forma progressiva, a implementação de outras línguas como o Português, Mandarim, Francês, Línguas Nacionais, ETC.

Para a constituição das turmas far-se-ão testes de diagnóstico de ingresso dos estudantes nas respectivas turmas. Este teste inicial garante a formação de turmas homogéneas com o objectivo de melhorar os processos de ensinar e aprender. Os níveis dos cursos de inglês a serem implementados pelo CEL abrangem:

– Beginner;

– Elementary;

– Pre-Intermediate;

– Intermediate;

– Upper-Intermediatee;

– Advanced.

3. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS:

Para o primeiro ciclo de formação agora encerrado, estiveram matriculados 92 (noventa e dois) formandos distribuídos em 7 (sete) turmas nos diversos horários disponíveis no CEL. Dos 92 formandos, 60 (Sessenta) eram principiantes e 32 (Trinta e dois) eram de nível básico.

CENTRO DE GESTÃO DE PROCESSOS DE SELECÇÃO (CGPS)

1. APRESENTAÇÃO:

O Centro de Gestão de Processos de Selecção (CGPS) foi idealizado pela Direcção Científica e de Extensão do ISPTEC como um projecto Institucional que busca desenvolver actividades de extensão, constituindo um ponto de articulação com a comunidade, na perspectiva de atender as suas necessidades.

A proposta do CGPS surgiu a partir das necessidades identificadas no percurso do desenvolvimento de actividades de extensão no ISPTEC, destacando-se dentre elas: o processo de selecção dos candidatos para o Programa de Bolsas de Estudo para o Exterior do País, da Promotora do ISPTEC; a selecção de docentes e trabalhadores para o Instituto, bem como a elaboração e aplicação anual do exame de acesso para seleccionar estudantes para o ingresso nos cursos do ISPTEC.

2. OBJECTIVOS:

Quanto à responsabilidade do centro, cabe-lhe planear e executar todas as acções relacionadas com os processos solicitados por empresas e instituições angolanas, no âmbito da selecção de pessoas, com a implementação de processos como a análise de Certificados, curriculum vitae, inscrições, aplicação de testes psicotécnicos, testes vocacionais, testes de conhecimento, entrevistas, entre outros.

O Centro de Gestão de Processos de Selecção tem as suas actividades vinculadas ao Recrutamento e Selecção de:

• candidatos para instituições e empresas angolanas de diversos segmentos;

• bolseiros de empresas de diferentes ramos;

• pessoas para empresas de pequeno, médio e grande porte;

• pessoas para instituições de ensino nos seus diferentes níveis.

As acções aqui referenciadas são sustentadas por um amplo planeamento do sector, com acompanhamento e apoio de docentes especialistas e técnicos qualificados, para garantir a sua articulação com os demais sectores do ISPTEC, da Promotora e demais empresas e instituições, na perspectiva de consolidar todos os processos.

A diferença do Centro de Gestão de Processos de Selecção consiste no recrutamento e selecção de pessoas tendo por base os fundamentos teóricos da gestão de recursos humanos contemporânea cujo objectivo é identificar os candidatos com maiores potencialidades para o perfil profissional desejado e para as atribuições inerentes à função a ser desempenhada. Desta forma, são concebidos como processos complexos, vinculados às propostas, políticas e objectivos organizacionais, ao mercado de trabalho, à situação social e económica vigentes e às necessidades individuais.